domingo, 18 de setembro de 2011





Levo comigo em profundas marcas
os passos fincados da terra
o regojizo de sementes
e olhos de brotar
os sonhos porém caminham
pra singrar outros frutos
e mais ainda ser lavrador


Chego como que aqui fico
malas à mesa posta
na prova saliva quente
café com leito
peito ardente
colo pra embalar meu sono
serei dono desse viajar?

sábado, 17 de setembro de 2011

Não conheço o medo do mergulho desnudo
nem do tatear no escuro pro pulo
dá-me a mão pra romper o muro
e te prometo jardins, juro

quarta-feira, 18 de maio de 2011

À Mão Livre

Minhas mãos de artesão
te desenham linhas, pontos, pontas
na tensão do suor saliva em minha boca
mas ainda é pouca a argila de moldar
não que te queira forma pronta
...porém o mais que te monta em bocados
por todos os lados de te mirar.